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Tentativas

Olá (quanta formalidade),

na tentativa de dialogar sobre o que gosto e de mudar um pouco a rotina, fiz este blog. Pretendendo ter prazer em postar e achar outras pessoas para conversar sobre os assuntos, tanto do mundo feminino como do cinema (coisa que adoro =]), de livros (apesar de está um pouco parada em leituras voltada para literatura românticas) e de tudo que eu gostar e quiser compartilhar.

A vida é feita de tentativas, certo? Eu acordo para tentar, todos os dias! Tentar estudar, tentar ser feliz, tentar algo novo… Para não prolongar mais (deixamos o tempo fazer isso), trouxe um trecho do livro “Doidas e Santas”, de Martha Medeiros (uma autora que me ganhou, esse ano).

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EU, VOCÊ E TODOS NÓS

“…Ir em frente, ir em busca, ir atrás, ir para onde? Somos obrigados a estar em movimento, mas ninguém nos aponta um caminho seguro.
Eu, você e todos nós estamos à procura de algo que ainda não experimentamos, algo que a gente supõe que exista e que nos fará mais felizes ou menos infelizes. Eu, você e todos nós tentamos salvar nossas vidas diariamente, e qual a melhor maneira para isso? Trabalhar e amar, creio eu, mas não é fácil. Os que não conseguem se realizar através do trabalho e do amor, tentam se salvar das maneiras mais estapafúrdias, alguns até colocando-se em risco, numa atitude tão contraditória que chega a comover: autoflagelo, exposição barata, superação de limites, enfim, os meios que estiverem à disposição para que sejam notados.
Eu, você e todos nós somos crianças das mais diversas idades.
Pedimos pelo amor de Deus que o telefone toque e que a partir desse toque um novo capítulo comece a ser escrito na nossa história. Fingimos que somos seres altamente
erotizados e, na hora H, amarelamos. Depositamos todas as nossas fichas amorosas em pessoas que não conhecemos senão virtualmente. Disfarçamos nosso abandono com frases ousadas e sem verdade alguma. O que a gente gostaria de dizer, mesmo, é: me dê sua mão. Eu, você e todos nós queremos intimidade, mas evitamos contatos muito íntimos. Não queremos nos machucar, mas usamos sapatos que nos machucam. A gente quer e não quer, o tempo todo. Será que durante uma caminhada de uma esquina a outra, em um único quarteirão, é possível acontecer uma paixão, uma descoberta? Quantos metros precisamos percorrer, quantos dias devemos esperar, em que momento da nossa vida irá se realizar o nosso maior sonho e, uma vez realizado, teremos sensibilidade para identificá-lo? O nosso desejo mais secreto quase sempre é secreto até para nós mesmos. 
Somos uma imensa turma, somos uma enorme população, somos uma gigantesca família de solitários, eu, você, todos nós.”

Lindo, né? Alguém realmente parou para refletir? Martha Medeiros tem esse poder em suas crônicas, algumas com humor, outras mais sérias, mas TODAS reflexivas. E essa é a minha PRIMEIRA DICA: o livro “Doidas e Santas”, ou qualquer um que você consiga dela, vale muito a pena, não precisa de pressa, ler devagarinho 😉

É isso!
bjos e queijos pra vocês ;**